Já faz tempo que escrevi isto, mas só me lembrei de publicar hoje.
Conheci uma rapariga enquanto jantava no pastorício
Comemos, rimos, falámos, matámos o vício
De beber.
Infelismente daí não passou,
Uma baioneta, aí ficou.
Escrita nada elaborada, talvez nem com valor enquanto escrita, mas minimalista. Apenas porque me apetece e acho isto engraçado de se fazer.
Já faz tempo que escrevi isto, mas só me lembrei de publicar hoje.
Conheci uma rapariga enquanto jantava no pastorício
Comemos, rimos, falámos, matámos o vício
De beber.
Infelismente daí não passou,
Uma baioneta, aí ficou.
Sinto falta de algo que me faça sorrir.
Não me refiro a drogas, estupefacientes, alcoól ou psicotrópicos,
Mas algo que faça o meu ritmo cardíaco subir, as pupilas expandir,
Algo que me faça acreditar que nada mais perfeito possa existir.
Pelo o que sei e o que faço
Sei que não há muito para mim
Não há sítio certo que me acolha,
Nem pessoa que me conforte algo mais do que amizade.
Longe estou do que quero,
Ambiciono ambicionar,
Ser ambicioso, capisce?
Forte me leva esta sede a voar,
Mas de mim até pouco espero,
Porque o que quero é algo que jamais viste!
Penso naquilo que poderia ter,
Mas que não tenho.
Talvez seja por eu não fazer,
Por acontecer. Abestenho.
Tão pálida esta faceta da minha vida,
Que premanece de experiêcia alguma desprevida.
Sem cor,
Sem calor.
Sem um abraço despido de tudo,
Sem um beijo que signifique o mundo.
E depois julgo que assim é suposto ser,
Que é normal no ser humano e no seu viver
Tudo demorar a surgir e a acontecer.
Preocupo-me comigo nesse sentido,
Pois não quero desaparecer,
Sem ter um amor vivido.
O mundo delira,
O olhar brilha,
Esses corações ou cabeças,
Perdem-se uns com os outros.
Não há fórmula para que algo seja gerado,
Nem palavras de menino chateado,
De lágrima no olho e lábio inchado.
Não sirvo para mim,
Nem sequer para mim!
Fico à quem de tudo o que faço,
No entanto esforço-me,
Deixo tudo num estado baço,
Esta merda consome-me.
A única coisa que me atrai é a música,
Seja ouvi-la ou a fazê-la, é o meu porto de abrigo.
Só me sinto bem no meio dela,
Pois não me deixa criar expectativas.
Só estimula o eco, o panorâmico.
Talvez nunca mais encontre alguém como tu,
Alguém que me encheu de sonhos com tal beleza,
Simpatia, olhares e sorrisos
As mais belas palavras que me redigiste me conquistaram.
Agora que me lembro, e tu te encontras como estás,
Faz-me sentir impotente, triste, com saudades... muitas.
És algo que nunca quis perder, nem quero.
Fico triste por nunca mais ter sido,
Por as coisas ter sido como ocorrido.
Havia muito mais, talvez ainda haja,
Mas não me sito merecedor de tal oportunidade.
Tu sim, tu talvez mereças entre muitas pessoas uma nova oportunidade,
De mudar as coisas,
A tua vida,
Para melhor...
Num caminho de pó,
Nada em volta para além das ervas e algumas árvores.
Sigo rumo direito a nada.
Sigo.
Em busca de um horizonte
Com tons de azul em baixo.
À espera que esse momento chegue,
Ando.
Apenas, ando.
Com as árvores que vi pelo caminho em mente,
Que me ajudam a lembrar por onde passei.
Me lembram do que já fui.
Me fazem reflectir o que sou.
Não me façam sorrisos,
Não me sejam queridas,
Não me digam os outros bonitos,
Não me façam feridas.
Todo o homem, rapaz tem ponto de rotura
Pois sorriso simpático em pessoa canrracuda,
Tanto o fragiliza até que o muda.
Olhos, sorriso, cheiros e vozes,
Todos me esmagam
Todos me dasarmam
Fazendo-o das maneiras mais atrozes.
Entre o cheiro, a forma,
A cor, o som.
Qual deles mais me incapacita?
Qual deles mais me falta faz?
Todos, mas nenhum,
Menos farei eu.
Apetece-me cair,
Desfalecendo,
Numa paisagem de relva
No cima da Serra,
Morrendo, nascendo.
Um novo eu seria,
Ou será,
Criado nesse instante,
Breve e não constante.
Apelo com forças por esse dia
Para me dar novas forças e alegria.
Oh grande silhueta!
Manchada pelo sol da tarde
Com fundo, o céu.
Logo à noite tu assustas,
Com o frio, vento e breu.
Natureza te rodeia.
Meus olhos miram.
Beleza insana emanas.
De liberdade brilham.
"Possante" era a dita cuja.
Passando dias na penubra,
Mental.
Relfectindo sob o Império Solar.
Permanecerei o resto da minha vida a andar.
Passei por Tormentas,
Males que tu fomentas.
Por lá não fiquei,
Fiz-me homem da pá e naveguei.
Dias estes que por mais de nada me atinge.
Quem sois vós menina de olhos de esfinge?
Sem voz, sem odor,
Apenas gesto de pensamento incolor.
Tenho a testa quente,
O corpo meio dormente.
Sou melhor coluna,
Do que cabeça, infortuna.
Pessoas gritam,
Pessoas berram,
Estão todos narsos.
O que esperavam?
Quem diría
Que ao segundo dia
Tudo cairía.
Não acho normal,
Mas aparentemente tem que ser.
A verdade é que isso me deixou mal,
Não consigo a minha alma varrer.
Haverá um duplo sentido das coisas?
Ou será que tudo é aquilo que sua imagem transmite?
Talvez deva desistir de pensar.
Talvez seja o mais sensato fazer isso,
Mas sinceramente acho que não consigo.
Aqui comecei o treceiro período!
A stora já está a ser chata.
E a dar horas extra de aulas.
É a compensação!
Hoje está um dia míudo.
A Catarina não gosta da barata.
A Nô com o olhar me despara balas.
Não é uma constipação.
Poemas idiotas de minha parte.
Há quem esteja pior que eu,
Não é preciso ir a Marte.
Mas o que será que aconteceu?
Isto são rimas
Não são versos.
Soltam-se como a brisa,
Eu uso-as como remos.
Talvez tenho sido a única quadra de poesia que fiz
Sigo nesta rota procurando um chafariz.
Ando, tenho sede, mas não sei onde estou ou onde chego.
Quem sabe, até chego a algum lado com esta rota que tracei.
Tenho fome, vou comer.
É um pastel de nata por favor!
Quero algo p'ra beber?
Estive a pensar, a meditar,
A olhar de frente para trás a minha vida.
Não cheguei a conclusões, como costume
Só me apeteceu apagar momentos daquele dia.
Ok, não exageremos,
Aquele dia não foi assim tão mau.
Mas foi estranho.
Os meus dias estão condenados a ser assim,
Em parte por culpa minha,
A outra parte por culpa de quem ou o quê?
Porque é que eu faço disto a minha vida.
Só sei que o faço dia, após dia.
Tenho dito e visto muita coisa.
Nada a mim me consola.
De oLudo oiço.
Sobre a pena penso.
O significado permanece escondido.
No final adormeço.
De longe eu olho,
De longe não sei se sinto.
Mas de perto já não há nada,
São só palavras sem sentido.